domingo, 14 de abril de 2013

Vamos Slingar?


Eu simplesmente AMO ficar com a Catarina no sling! E melhor e mais importante que isso: Ela AMA também! É colocar a baixinha no sling que ela relaxa na hora e dorme tão gostoso..! 

O sling é uma maneira deliciosa de estreitar ainda mais esse vínculo tão lindo entre mamãe e bebê! O bebê fica coladinho ao corpo da mãe, sente seu cheiro, seu calor, seus batimentos cardíacos, não é à toa que eles ficam tão tranquilos quando estão no sling! Eu tenho usado muito pouco o carrinho da Nina, porque tenho realmente usado muito o sling pra sair com ela! Abaixo, segue um artigo sobre essa maneira tão gostosa de carregar nossos bebês!

Nina e mamãe "slingando"! 


Existe um grupo crescente de mulheres (e homens) de grandes centros urbanos que está aderindo a carregadores de tecido para transportar os bebês próximos ao corpo durante passeios e tarefas rotineiras, um hábito arraigado entre povos de regiões da Ásia e da África e que tem adeptos também na Europa e na América do Norte.


"As mães relatam que seus filhos choram menos e se sentem mais seguros, além de sentarem e andarem mais cedo", afirma a pediatra Jucille Meneses, do departamento científico de neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. "Embora não haja embasamento científico para indicar o uso do 'sling', o contato com a mãe é benéfico para o lactente."Além do aspecto prático --liberar mãos e braços do adulto para outras atividades--, os defensores do "sling" atribuem a ele outras vantagens, como o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e a criação de bebês mais relaxados.

Nos Estados Unidos, o pediatra William Sears, autor de mais de 40 livros, é um dos entusiastas dos carregadores e o responsável por cunhar o termo "babywearing" (algo como "vestir o bebê"). De acordo com ele, os bebês "slingados" choram menos, aprendem mais e são mais espertos.

A modelo Luciane Trapp, 26, que começou a usar o "sling" com Gabriela, 3, e atualmente carrega Bernardo, de dois meses, tem sua própria explicação. "O bebê sai da barriga e é colocado em um berço grande e vazio, o que é muito frio. No 'sling', é como se continuasse no meu corpo", diz. "E, se ele quer mamar, é só arrumar o pano que não dá para ninguém ver. Faço isso até andando."

A pediatra Jucille Meneses cita outras vantagens do sling: mantém as pernas do bebê unidas e não altera o desenvolvimento do quadril, o que pode ocorrer com o uso contínuo da mochila e de modelos tipo cadeirinha. "Algumas pessoas podem se questionar se o carregador aumenta a curvatura da coluna vertebral do bebê, mas isso não ocorre. Ele não leva a vícios de posição", completa.

Cólicas
O "sling" também costuma ser associado à diminuição das cólicas. Relze Fernandes, que passou dez meses "slingando" os filhos, atribui as poucas crises ao fato de eles terem passado muito tempo com as pernas encolhidas na rede. Para a pediatra, a explicação é outra: as dores diminuem graças ao fortalecimento do vínculo entre a mãe e o bebê, "que melhora o ambiente psíquico e, conseqüentemente, as cólicas".

Mas nem todo mundo se sente confortável com o carregador. A psiquiatra Fernanda Moreira, 36, usou com o filho Thiago nos primeiros meses, mas depois notou que ele não queria mais ficar na rede. "Ele não gosta de colo deitado, só em pé, até para dormir. Então, detestou o "sling" logo que passou dos dois meses. Acho que passou a se sentir meio preso", diz.
Em relação ao corpo da mãe, há pelo menos uma ressalva. 

Para Osmar Avanzi, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e professor da Santa Casa de São Paulo, não é recomendável usar os carregadores durante longos períodos para não sobrecarregar a coluna. "É importante também ter um bom condicionamento físico e fazer alongamento para evitar dores lombares. Sem falar que, quanto maior o peso da criança e do próprio adulto, pior a sobrecarga", explica. 
Alongamentos e relaxamentos antes e depois de carregar o bebê são boas precauções nesse sentido.

Existem alguns tipos de sling:
  • Sling de argola: consiste em um pano, de mais ou menos 2 metros de comprimento, que se ajusta a duas argolas. É o tipo mais comum.
  • Wrap Sling: pano de cerca de 5 metros de comprimento, que se amarra em volta de quem carrega o bebê.
  • Pouch Sling, ou Sling Bolsa: rede de tecido dobrada, que forma uma espécie de bolsa para o bebê.
  • Sling Canguru: carregador de pano com alças sobre os ombros e sobre a cintura, que pode ser usado nas costas, na frente ou de lado. O bebê fica sentado nesta opção.
Para quem quiser saber mais sobre o uso e os benefícios do sling, vale consultar o site http://slingada.blogspot.com.br/ 

Outro medo recorrente entre os que olham com desconfiança para os carregadores, o de criar crianças extremamente dependentes dos pais, é rechaçado pelas adeptas. "Eu me preocupava muito de voltar a trabalhar e o Pedro não se adaptar, pois só dormia no 'sling', mas depois parecia que ele tinha nascido na escola. Ele é muito independente", afirma Relze Fernandes.

Vale lembrar que os carregadores são seguros, desde que os pais tomem alguns cuidados, como verificar o estado da costura e do tecido, não deixar que o pano cubra o rosto do bebê, não colocar objetos dentro do "sling" e, por fim, usar o bom senso ao transportar a criança, segurando-a ao se inclinar para a frente e evitando manipular bebidas quentes e chegar perto de chamas ou objetos cortantes e pontiagudos. O uso é contra-indicado ao andar de bicicleta ou dentro do carro.

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