sábado, 8 de junho de 2013

APLV

O que é APLV?

É a alergia ao leite de vaca (APLV), uma reação alérgica às proteínas presentes no leite de vaca ou em seus derivados. Isso ocorre, porque assim que os bebês nascem, seu intestino ainda está imaturo e a ingestão dessas proteínas pode iniciar um processo de inflamação no aparelho digestivo. A alergia ao leite de vaca atinge cerca de 5% dos bebês e crianças com menos de 3 anos, já os adultos, raramente têm a doença. Os sintomas mais comuns são: diarréia, prisão de ventre, irritabilidade, refluxo, vômitos, vermelhidão na pele, perda de peso, chiado, entre outros. O diagnóstico da alergia ao leite de vaca é feito por meio da observação dos sintomas. Alguns exames podem ajudar, porém a única maneira de saber se a criança tem ou não alergia ao leite de vaca é fazer uma dieta de exclusão do leite de vaca e seus derivados por um período mínimo de 4 semanas.
Abaixo, algumas dicas para saber se seu bebê é APLV:

1 - Bebê amamentando exclusivamente, complementado ou em uso exclusivo de
fórmula, saudável e com crescimento normal, começa a apresentar muco
e/ou sangue nas fezes.
Nesses casos, é importante descartar infecções e parasitas. Exames de fezes podem ajudar
(pesquisa de sangue oculto, alfa 1 antripsina, pesquisa de elementos anormais – hemácias, muco, leucócitos e substâncias redutoras).

2 - O bebê chora muito. O choro geralmente vem em qualquer hora do dia e pode vir principalmente durante ou após as mamadas (peito ou mamadeira)
Dicas
como a extero-gestação, muito colo, sling, amamentação em livre demanda, vigiar as sonecas do bebê (não deixa-lo muito tempo acordado – quanto menor, maiores as necessidades de sono) podem ajudar. Se ainda assim seu bebê chora muito, desconfie da APLV. Às vezes, esse é o único sintoma.

3 - O refluxo gastroesofágico rebelde.
Bebê com regurgitação frequente, volumosa e desconfortável, que ocorre não só logo após a mamada, mas também afastada da mesma; o bebê frequentemente larga o peito ou a mamadeira, arca o corpo para trás e chora; o aumento do peso pode não ser o ideal. O tratamento para refluxo
não é eficiente. Ainda que o bebê não regurgite, mas se fica muito irritado, especialmente após as mamadas, parece que está mascando chiclete, ou que tem dificuldade de engolir. As medidas posturais (manter o bebê na vertical após as mamadas, não apertar a barriguinha, amamentar em livre demanda) não ajudam.

4 - Diarreia prolongada e vômitos em jato.
Bebê alimentando comleite materno e/ou em mamadeira começa com diarreia (aumento do número de evacuações, aumento do volume de cada evacuação, fezes se tornam cada vez mais líquidas) que se vai agravando, distensão abdominal,
emagrecimento ou ganho de peso insuficiente, vômitos frequentes após à mamada (geralmente em jatos e em grande quantidade – é preciso trocar toda a roupa do bebê). Desconfie de APLV. Nesses casos, é importante descartar infecções e parasitas. Exames de fezes podem ajudar (pesquisa
de sangue oculto, alfa 1 antripsina, pesquisa de elementos anormais – hemácias, muco, leucócitos e substâncias redutoras).

5 – Sintomas imediatos. De poucos minutos a algumas horas após a ingestão, a boca fica inchada, a criança fica letárgica, desmaiada, pode aparecer urticária, corrimento
nasal, chiado e, pouco depois, vômito; mais tarde, evacuações diarreicas.

6 – Sintomas respiratórios.
Seu filho parece que vive gripado, nariz escorrendo ou entupido, bastante secreção, tem asma, chiado, toma antibióticos com frequência, a parte respiratória “vive complicando” e não responde a tratamentos para ácaros e outros alérgenos respiratórios.

7 – Constipação rebelde. Criança com constipação (fezes ressecadas, menos frequência nas evacuações, que geralmente são feitas com dificuldade) que não reage bem a uma dieta
com mais fibras e medicamentos adequados. Não confundir com a pseudoconstipação do lactente (bebê em aleitamento materno exclusivo pode ficar muitos dias sem evacuar – isso é normal e não exige qualquer tratamento, desde que suas fezes não estejam ressecadas).

8 – Eczemas e dermatites.
Se seu filho costuma ter descamações, vermelhidão e coceiras na pele, aspecto de pele áspera, especialmente nas dobras e atrás das orelhas.

Algumas questões práticas:
1.Valorizar a atopia familiar (história de alergias alimentares ou de outros tipos, rinite, asma e eczema) ajuda no diagnóstico de alergia.
2.O melhor diagnóstico é baseado na história clínica e nos testes de supressão do alimento - melhora estável - reintrodução - recaída.
A conduta é excluir o leite de vaca e derivados e qualquer produto ou alimento que os contenha da dieta. Se o bebê recebe leite materno, a mãe deve fazer a dieta. Se o bebê recebe fórmula, a mesma deve ser substituída inicialmente por fórmulas extensamente hidrolisadas ou fórmulas de aminoácidos.
Não utilizar em nenhuma hipótese leites de outros mamíferos, leites sem ou com baixa lactose, leites
parcialmente hidrolisados (ex. nan HA). A soja não deve ser usada em menores de 6 meses e em qualquer idade se os sintomas forem gastrointestinais.
Nos casos de sintomas gastrointestinais ou tardios, é muito provável ocorrer alergia múltipla, então, pode-se pensar em retirar outros alimentos como soja, carne, ovo, trigo, oleaginosas, frutos do mar e outros.

O site alergia ao leite de vaca nos traz muito mais informações sobre APLV. Vale a pena conferir!


CRÉDITOS: Fernand Mainier Hack. Ane Aguiar.
GRUPO: Meu Filho é Alergico a Leite (MFAL)

6 comentários :

  1. olá, posso colocar este assunto com a devida informação de fonte no meu blog???

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  2. nossa meu filho tem todos os sintomas.fiz o exame de feses e deu negativo pra sangue oculto e substancias redutora .pode ser aplv?

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    1. Olá! O que o pediatra do seu filho diz? Ele tem quanto tempo? Se ele se alimenta de LM, eu faria sim um teste, tirando LV da alimentação por 15 dias, pois com esse tempo você já notaria mudanças significativas. Mas consulte o pediatra, ele vai te orientar da melhor forma.

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  3. qual o exame pra comprovar aplv em bebe de 5 meses?

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    Respostas
    1. Olá!
      Tem o exame de fezes, porém a primeira coisa a se fazer é observar se o bebê apresenta algum dos sintomas, e aí testar cortando leite de vaca da sua alimentação. Por exemplo, no caso da minha bebê, ela só tinha um sintoma: a irritabilidade. Eu cortei leite e derivados, assim como oleaginosas e em 3 dias, a Catarina já era "outro bebê"!

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