terça-feira, 23 de julho de 2013

Viajando com Nina - PARTE 3: A Cadeirinha do carro

Ai ai... Sempre ouvi histórias mirabolantes do quanto a cadeirinha do carro era uma santo remédio para bebês que não dormiam bem. Já li relatos de mães, que todas as noites tinham que dar uma volta de carro para que seus bebês pegassem no sono, aí sim chegavam em casa e colocavam o bebê no berço!!!!


Que soninho gostoso...pois bem, esta não é a Nina!!!! rs!


Pois bem, este DEFINITIVAMENTE não é o caso da Catarina. Não é... não mesmo...
Ela simplesmente DETESTA a cadeirinha do carro. Tá bom, vai...pra não ser tão categórica dizendo que ela detesta a cadeirinha, vou dizer que a cada 10 vezes que a coloco na cadeirinha, uma vez ela fica numa boa...por 5 minutos! Por isso mesmo, não tem sido uma opção sair de carro apenas nós duas. Eu fico dirigindo e ela fica chorando tanto, tanto, mas tanto, que antes que eu batesse o carro, resolvi deixar pra lá.

Agora, pra viajar não tem jeito, né? Pegar estrada com o bebê fora da cadeirinha não dá! Não assumo esse risco não!
Fui atrás com ela pra tentar acalentá-la...

Em vão!!! Hehehe! Aahh, mas a Nininha me prega cada peça! Sentou na cadeirinha e o baile na mamãe começou! E eu lá, tentando todo o meu repertório, segurei a mãozinha dela, cantei, fiz gracinhas de todos os tipos, fiz brrrrruuuuuu com os lábios, tentei o Tico (o ursinho que toca musiquinha e brilha o nariz que ela AMA!), tentei o Boo Boo, tentei o Pinky, o Catatau, o Pingo, o Drago, tentei a galera toda...e NADA! Era um berreiro só!

Em meio aos caos, lembrei de um livro que dizia: "Converse com o seu bebê, explique o que você está fazendo e o por quê."

Yay!!! Boa ideia!!!

"Filhotinha, amor da mamãe, isso é para a sua segurança, você sabe o quanto a mamãe te ama, jamais ia querer que você sofresse e ficasse chorando, filha. Mas não posso te tirar da cadeirinha, é perigoso".

Claro que adiantou! Adiantou pra ela ficar ainda mais nervosa, ficar vermelha, chorar mais, ficar sem ar, tossir e engasgar!!!!!

O livro insistia: "siga conversando com o bebê..."

Tá bom, tá bom, tô conversando, tô explicando, tô falando!!!!!! Que mais você quer que eu faça?!?!?! Tentei apelar pro marido:
- Amor, pelo amor de Deus, vou tirá-la da cadeirinha!!!
- Não, amor!!! Não pode! É perigoso!!!
- Filha, tá vendo?!?!?! A mamãe até tiraria você da cadeirinha, mas o papai não quer!!! É ele que não deixa!!!

Hahahahahahaha! Botar a culpa no papai é sacanagem, né? Hehe!

E lá se foi uma hora de viagem, com a doce Catarina aos berros com pequeninas pausas de, vamos dizer, 20 segundos (ou menos!)! Uma hora ela acalmou. Olhava pra minha cara, eu olhava outro lado, fingia que nem era comigo. Se eu soubesse assoviar, caberia um assovio da musiquinha dos smurfs nesta cena. Qualquer contato visual reiniciaria o caos - conheço a minha pequena. Uma hora ousei olhar e lá estavam aqueles lindos olhos enormes da Catarina, arregalados, sérios, me olhando fixamente. Olhou, olhou, e de repente aquele beicinho tão bunitinho foi se formando até que eclodiu:

UNGUÊEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE - Caramba, que fôlegooooooooo!!!!!!! Como aguenta chorar tanto! A encantadora de bebês com certeza não conhecia a Catarina quando escreveu "vá fazendo ssshhhhhh, dando tapinhas nas costas que eventualmente eles param de chorar". Nunca deixo a Nina chorando, mas eu não tinha escolha! A gente se vê em cada situação... Fui tentando consolá-la, fazendo carinho, mas...UNGUÊEEEEEEEEEE! Ela perdia o fôlego, tossia, suava, retomava o fôlego e UNGUÊEEEEEEEE!!!! Depois de um tempo já nem era mais UNGUÊE, já estava a chorar em todas as vogais e agrupamentos sonoros que conhecia.

Ela:
UNGUÊEEEE
ÊÊÊEEEEEHHHH
WUAAAAAHHH

E eu:
AAAAAAHHHHH
AAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!

Assim que saímos da estrada meu marido já foi logo dizendo " amor, pode tir..." ele nem acabou de falar e ela já estava no meu colo. Ficou dando aquele chorinho magoado, sentido e partindo o coração da mamãe em mil pedaços. UFA! Chegamos ao hotel... que alívio!!!! Agora sim eu ia relaxar - OU NÃO, eu, inocente, mal poderia desconfiar eu que em 3 minutos teria uma grande surpresa do meu marido (vide post - http://vaiternenem.blogspot.com.br/2013/07/viajando-com-nina-parte-2-mala-de.html).

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