segunda-feira, 28 de abril de 2014

Criação com apego - princípio 3: Respondendo com Sensibilidade

Olá, queridas!

Depois de uma "bela" gripe que me deixou na cama e afastada do blog na semana passada, cá estou eu! De volta, com força total, mas não pronta pra outra (que isso fique bem claro!). 
Hoje, vim trazer o terceiro post da série sobre Criação com Apego. Este princípio é um dos meus favoritos e explico a razão. A Catarina, além de ser uma delícia, é dona de uma personalidade muito forte, e esta personalidade se mostrou para nós desde o dia que nasceu! Desde sempre, eu ouvia conselhos sobre como deveria proceder com as "manhas" da minha filha para que ela não ficasse "mimada". Ouvi desde muito cedo, acho que quando a minha pequena tinha 2 semanas, ouvi pela primeira vez que ela estava ficando mimada, que ela era manhosa, e que o fato dela não querer ir no colo de ninguém era culpa minha, e que eu a deveria "deixá-la chorar para aprender". Oras...aprender? Aprender o quê, exatamente? E foi a partir daí que fui pesquisar, fui buscar respaldo na literatura pois, deixá-la chorar para "aprender" a ficar no colo de outra pessoa que não fosse eu ou o meu marido, não fazia o menor sentido para mim! E por falar em aprender, aprendi eu, que nossos nenéns já vem sim dotados de suas personalidades e sensibilidades únicas e intransferíveis, isso sim, eu aprendi com a minha filha! Eu ainda vou voltar no tema "deixar chorar", esse é um tema que me fascina, e já há alguns meses estou pesquisando para escrever uma postagem sobre ele. 

Ler os textos do attachment parenting relacionados a este tema me ajudaram demais, e me ajudam até hoje, a lidar com certos rompantes que acontecem no meu dia a dia com a doce e impetuosa Pitchu! Você pode construir a fundação da confiança e empatia entendendo e respondendo apropriadamente às necessidades do seu filho. Os bebês comunicam suas necessidades de muitas maneiras, incluindo movimentos corporais, expressões faciais e choro. Eles aprendem a confiar com sensibilidade, quando suas necessidades são consistentemente atendidas. Construir um vínculo forte com um bebê envolve não apenas responder consistentemente às suas necessidades físicas, mas também passar tempos agradáveis interagindo com ele, e, portanto, atendendo às suas necessidades emocionais também.


mimando não...AMANDO!
Há muitos desafios sociais que podem interferir na capacidade dos pais desenvolverem um relacionamento com seus bebês. Por exemplo, pais podem se deparar com os mitos sobre mimar um bebê, ou receber conselhos não solicitados da família, amigos e mídia, mesmo que bem-intencionados. Conselhos estes que entram em conflito com a ciência, fatos sobre desenvolvimento normal, ou os próprios sentimentos intuitivos dos pais; e isto tudo pode causar stress para os pais que precisam decidir como responder.

No curso de desenvolvimento normal de um filho, os bebês formam vínculos primários com a(s) pessoa(s) que passam a maior parte do tempo nutrindo e cuidando delas — normalmente, a mãe e/ou o pai. Dar colo e interagir com frequência aumentam o vínculo seguro. Aproximadamente nos primeiros seis meses, o seu bebê deve parecer feliz quando está no colo ou interagindo com outras pessoas. Mas aos oito ou nove meses de idade, muitos bebês começam repentinamente a demonstrar medo e ansiedade quando são separados de suas mães. Isto, também, é uma fase normal.



Os bebês e crianças requerem empatia e respeito por seus sentimentos, para ajudá-los a aprender a sentir-se seguros e protegidos. Medos intensos da separação vão emergir naturalmente, ao passo de que a criança cresce. Algumas crianças mais sensíveis, como é o caso da minha Pitchu,  podem demorar consideravelmente, até sentir-se confortáveis quando sob os cuidados de outros adultos, que não são seus pais. Siga os sinais de seu filho e não o force a aceitar estranhos, nem espere que eles vençam a ansiedade na relação estranhos/separação antes que eles estejam prontos.




As Necessidades e os Benefícios de Responder com Sensibilidade
  • O cérebro dos bebês é imaturo e significativamente subdesenvolvido no nascimento, portanto eles não são capazes de se acalmar sozinhos
  • Através da resposta consistente e repetida de um adulto amável, a criança aprende a se acalmar
  • Alguns bebês e crianças podem ser mais sensíveis ao ambiente e a estímulos
  • Entenda os ritmos internos naturais do seu filho, e tente se programar ao redor deles
  • é perfeitamente normal que bebês queiram contato físico constantemente
  • Altos níveis de stress, como os que ocorrem em sessões prolongadas de choro, fazem com que o bebê experimente um estado químico desbalanceado no cérebro, o que pode colocá-lo em risco de passar por problemas físicos e emocionais mais tarde, em sua vida
  • Os sintomas de exaustão ou incapacidade de lidar com as necessidades do bebê são sinais de que você precisa de suporte extra e/ou ajuda profissional

Respondendo a Explosões de Raiva e Fortes Emoções

  • As explosões de raiva, também conhecidas por tantrums, representam emoções reais e devem ser levadas em conta seriamente
  • Algumas emoções são muito poderosas para o cérebro imaturo de uma jovem criança gerenciar, de uma maneira socialmente aceitável
  • O papel dos pais durante uma explosão de raiva é dar conforto ao filho, não ficar com raiva ou puní-lo

Respondendo ao Filho Mais Velho


  • Continue nutrindo uma conexão bem próxima, através do respeito aos sentimentos da criança e tentando entender as necessidades por trás de comportamentos aparentes
  • Suporte a exploração, provendo um ambiente seguro para a descoberta e sempre ficando por perto
  • Demonstre interesse às atividades do seu filho, e participe com entusiasmo em brincadeiras direcionadas por ele
  • Algumas crianças gostam de pré-escola ou outros programas em que pais não estão incluídos, mas estes programas não são necessários para o desenvolvimento do seu filho. Fique atento aos sinais de que seu filho está pronto para a separação, além da quantidade e tipo de suporte dado por adultos
fonte: http://www.attachmentparenting.org/portuguese/respondendo#sthash.SscTw8JE.dpuf

2 comentários :

  1. Nossa, cansa tanto criar nossos filhos assim, somos bombardeados de dúvidas, medo mesmo de estar mimando demais os pequenos. Deus que guie nossa intuição de mãe.

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  2. Adorei!!! Vou aplicar !
    Beijosssss
    Tia batatinha

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